domingo, 5 de março de 2017

Guardar maquiagem na geladeira ajuda a conservá-la

A temperatura média está muito alta (no Recife, passa dos 30° C, inclusive à noite), daí para evitar que meus batons estragassem, comecei a guardá-los na geladeira. Esse cuidado mantém o batom firme, evita que ele quebre por estar meio mole devido ao calor, também ajuda a conservar por mais tempo o batom com sua textura, cor e aroma originais, aspectos que o calor pode alterar, o que significa, em muitos casos, que o batom está estragado e deve ser inutilizado. Agora, é claro, que não é recomendável guardar numa temperatura baixa demais, por exemplo, à beira do congelamento, julgo que até 10° C está ótimo, menos do que isto talvez não seja recomendável.

O que eu soube um dia desses é que esse costume também deve ser adotado com esmaltes, perfumes e maquiagens líquidas e cremosas como, por exemplo, bases, máscaras para cílios, delineadores e sombras cremosas, pela mesma razão, por ajudar na conservação dos produtos. Para maquiagem em pó não precisa.


É interessante providenciar uma caixinha de plástico especialmente para manter sua maquiagem bem longe da comida – por razões obvias! É um costume que agora adoto com toda maquiagem cremosa que eu adquirir e recomendo muito. Sabe aquelas mini geladeiras portáteis? Tipo esta aqui:


Agora eu quero muito ter uma!

>> Mais informações neste link onde eu li mais sobre isto: Nove produtos de beleza que você deve guardar na geladeira.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

"Tinha tanto espaço ocupado com passado que não sobrava lugar para o presente"

"Tinha tanto espaço ocupado com passado que não sobrava lugar para o presente", foi o que eu me dei conta depois de fazer mais uma super limpeza de "desacumulação". Dessa vez foi grande. Me desfiz de maquiagem, calçados, CD's, bastante livros que não me satisfaziam mais, até um violão e assessórios para fotografia que eu praticamente não usei. A separação é a mesma básica e funcional: "coisas para doar", "coisas para vender" e "coisas para o  jogar no lixo". Cada coisa tem uma história, e, não raro, uma história de frustração por simplesmente não ter dado o devido uso àquele objeto – esta, aliás, é a história que mais se repete. Assim, tanto passado acumulado e o presente sufocado, sem encontrar seu lugar. Outra providência muitíssimo importante: "comprar menos coisas", o mínimo possível, quase nada se conseguir, só o indispensável para viver com algum conforto e segurança. Guardar coisas gasta muita energia vital, melhor não gastar algo tão precioso com coisas. Sabe o que fazem com aquelas bibliotecas particulares fabulosas que as pessoas levam a vida a cultivar? Retalham em sebos por micharias quando a pessoa morre. Tem um livro que eu comprei num sebo por R$3,00, "Crítica da razão tupiniquim", de Roberto Gomes, uma edição da Editora Cortez, do ano 1982. Comprei o livro intacto, sem nenhum risco, mancha ou dobra, certamente seu ex dono ou dona tinha muito cuidado, mas pela edição do livro, eu até apostaria que não foi a mesma pessoa que foi dona desse livro a vida inteira que o repassou quase de graça para o sebo... Então, vou deixar de adquirir livros para ler? Jamais! Só prefiro ser muito menos acumuladora de livros, repassar com menos cerimônia os livros que já li, sobretudo os bons, os que mais devem ser lidos por muito mais pessoas, afinal, um livro, enquanto parado e fechado numa estante, juntando poeira, trata-se de um livro "morto", até que alguém o leia e o traga de volta à vida.

Desapegue, desacumule, a maior leveza fica para a alma...


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Lista: 5 histórias em quadrinhos de autoria de mulheres e com protagonistas mulheres

Seguindo onda do post anterior de listinhas, hoje a lista é de 5 histórias em quadrinhos de autoria de mulheres e com protagonistas mulheres. Os 5 fazem parte da minha singela coleção de HQ's e curto muito e indico demais.

1. "Persépolis", de Marjane Satrapi



Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em "Persépolis", o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

PS.: Me envolvi tanto com essa leitura que me peguei abraçada com este livro quando terminei a leitura, como se o abraço fosse na própria Marjane. Recomendo também a animação baseada neste livro.

2. "Magra de Ruim", de Sirlanney 



Sirlanney nasceu em 1984, no Ceará, e publica seus textos e desenhos na internet, em zines e revistas há mais de 15 anos. Mantém o blog "Magra de Ruim" desde 2012, que lhe rendeu grande visibilidade nos meios de quadrinhos alternativos e que foi a base para compilar o material que resultou neste livro homônimo. A dor, revolta e fragilidade da cearense Sirlanney estão expostas em Magra de Ruim, um apelido desagradável dos tempos de escola resgatado para dar título ao seu trabalho de quadrinhos. Como se não bastasse executar sessões de exorcismo de demônios particulares em público, o livro justapõe múltiplos estilos de traços, coloração e processos, reflexo da experimentação livre da artista, sem padrões pré-estabelecidos ou limitações.


3. "Virus Tropical", de Power Paola



Vírus Tropical é uma saga familiar divertida e descolada, repleta de personagens cômicas e alopradas- um pai sacerdote que dá missas clandestinas em casa, uma mãe que lê o futuro nos dominós, uma irmã mais velha depravada, outra totalmente beata  No meio dessa trupe, a caçula Paola tenta encontrar seu espaço e sua identidade. Com um traço fino, expressivo e cheio de detalhes, Power Paola nos mergulha no âmago dessa singular família colombiana. Dividido em capítulos curtos e temáticos, e escrito num estilo ritmado e com muitos diálogos, Vírus Tropical consegue emocionar e entreter associando o melodrama ao humor.



4. "O enterro das minhas ex", de Anne Charlotte Gauthier




Alguma coisa não está indo bem na vida de Charlotte. Na escola, ela se sente diferente das outras garotas da sua idade, e mesmo com o passar dos anos a incompreensão sobre si mesma persiste. Em sua cabeça, amor e amizade se misturam. Enquanto cresce, Charlotte narra as relações que vive, desde as inocentes paixonites da infância até o início da vida adulta. E, em um momento, ela entenderá que sua confusão tem nome. A partir daí, a garota desbrava um mundo desconhecido cheio de intolerância, arrogância e rejeição, mas também repleto de liberdade.



5. "Sorria", de Raina Telgemeier



Uma história baseada em fatos reais. Raina só quer ser uma menina normal da sexta série. Mas, certa noite, depois do encontro das escoteiras, ela tropeça e cai, machucando feio seus dois dentes da frente. O que vem em seguida é uma longa e frustrante jornada com e sem aparelho fixo, cirurgia, um vergonhoso freio de burro e até mesmo um aparelho removível com dentes falsos. E, além de tudo,  ela precisa lidar com um enorme terremoto, uma confusão com os meninos e amigas que se revelam nem tão amigáveis assim. A história de Raina nos leva do ensino fundamental ao médio, quando ela encontra sua voz artística, descobre o verdadeiro sentido da amizade e finalmente pode... sorrir.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

5 livros de introdução ao feminismo

Hoje achei por bem postar uma pequena lista de 5 livros que indico como boas introduções ao tema "feminismo". Nos últimos tempos se vê falar muito na internet sobre feminismo, mas juntamente com esse tanto falar vem muita informação distorcida que gera preconceito. Por isso hoje trago essa listinha, para quem quer entender o assunto ao invés de destilar bobagens preconceituosas. São livros de leitura leve, porém muito informativos, livros que eu com certeza indicaria para mim mesma quando eu tinha 15 anos e para muitas amigas e amigos que já tive. Então, quer entender melhor do que na verdade se trata esse tal de "feminismo"? Segue essa listinha:

1. "Sejamos Todos Feministas", de Chimamanda Ngozi Adichie

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo. "A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente. "Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: 'Você apoia o terrorismo!'". Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e — em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são "anti-africanas", que odeiam homens e maquiagem — começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens". Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade.

>> Este é gratuito em e-book: AQUI

2. "Como Ser Mulher", de Caitlin Moran



Neste livro de humor e militância, a jornalista Caitlin Moran rememora suas experiências mais marcantes como mulher, da adolescência à maturidade, e busca abrir um novo caminho para o feminismo ao tratar de temas caros à mulher moderna. A partir de um péssimo aniversário de treze anos, ela fala sobre adolescência, trabalho, machismo, relacionamentos, amor, sexo, peso, maternidade, aborto, moda, compras e modelos de comportamento, sempre com um olhar crítico e muito humor. Nesta mistura de livro de memórias e manifesto feminista, as mulheres podem reconhecer coisas que fizeram, pensaram e disseram.



3. "Má Feminista", de Roxane Gay



Nesta seleção de ensaios engraçados e perspicazes, Roxane Gay nos leva a uma viagem sobre sua própria evolução como mulher negra, ao mesmo tempo em que nos transporta a um passeio pela cultura nos últimos anos. O retrato que emerge não é apenas o de uma mulher incrivelmente sagaz em contínuo crescimento para compreender a si mesma e à nossa sociedade, mas também o espelho de nós mesmos. Gay fomenta um debate ácido e cômico sobre o feminismo atual – e suas contradições –, política, racismo, violência, transitando entre a cultura pop e a análise crítica. Má feminista é um olhar afiado, e nos alerta, acima de tudo, para a maneira pela qual a cultura que nos envolve torna-nos quem somos.


4. "Feminismo e Política", de Flávia Biroli e Luis Felipe Miguel


Esta obra aborda a teoria política produzida nas últimas décadas, especificamente a contribuição política do feminismo. O debate sobre a posição das mulheres nas sociedades contemporâneas abriu portas para tematizar, questionar e complexificar as categorias centrais por meio das quais era pensado o universo da política, tais como as noções de indivíduo, de espaço público, de autonomia, de igualdade, de justiça e de democracia. O livro apresenta e discute as principais contribuições da teoria política feminista produzida a partir dos anos 1980, apresentando os termos em que os debates se colocam dentro do próprio feminismo, mapeando as posições de diferentes autoras e correntes. O resultado é um panorama da teoria política feminista atual, escrito de maneira a introduzir os leitores pouco familiarizados nas discussões, sem por isso reduzir sua complexidade.

5. "Meu Corpo não é Seu", de Think Olga

Um livro essencial para entender como se dá a violência contra a mulher e as razões de este ainda ser um dos tipos de crime mais recorrentes (e menos punidos) no mundo. Em abril de 2014, foi divulgada uma pesquisa do IPEA que trouxe dados chocantes sobre a percepção da população do país diante da violência sexual contra a mulher. O que mais chamou a atenção foi a informação de que 65% dos brasileiros acreditava que mulheres usando roupas reveladoras mereciam ser atacadas. Por dias, o assunto gerou intenso debate e campanhas que mobilizaram milhares de pessoas. O número alarmante seria corrigido depois pelo instituto de pesquisa, caindo para 26% — mas essa porcentagem não deixa de ser expressiva e prova quão forte ainda é a mentalidade que responsabiliza a vítima pelo crime que sofreu. Com um texto claro e informativo, que une dados das pesquisas e reflexões mais atuais a depoimentos pungentes de mulheres que viveram situações de violência, este livro é fundamental para investigar por que a violência contra a mulher ainda é um dos tipos de crime mais recorrentes no mundo todo e por que tão pouco ainda é feito para preveni-la e denunciá-la.

>> Este em-book custa R$5,99: AQUI.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Boas Festas e Feliz Ano Novo!

Que não nos falta coragem, serenidade, otimismo e amor para nunca desistirmos.


Boas Festas e Feliz 2017!
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