segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Saindo da tela: Quadros em 3D!

Me chamou muito atenção essa semana as criações do artista japonês Yuki Matsueda. É muito legal! Nas criações sempre um pedacinho, ao menos, tenta "escapar" da tela, fica suspenso no ar segurado por uma estritura transparente de acrílico. A impressão que a gente fica que as obras estão explodindo.
Segue algumas das que eu mais gostei:





Confira mais trabalho de Yuki Matsueda em www.yuki-matsueda.com/works.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tudo em Branco e Azul por Douglas Walker

Usando uma técnica que mistura pincéis e escovas, o artista canadense Douglas Walker, que só pinta quadros em azul e branco, consegue um efeito embriagante e lindíssimo. São muitas as obras, chega a ser difícil escolher as mais legais. Eis algumas das que eu mais gostei:





Há muitas outras obras que podem ser conferidas no site www.douglaswalker.ca.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Faça você mesmo: jogo de xadrez!

Sempre fui adepta ao "Faça Você Mesmo". É mais do que lisonjeiro, é envaidecedor, é massa, quando alguém pergunta:
– Onde você comprou? Que bonito!
Daí você responde:
– Você gostou? Fui eu que fiz!

Quando era adolescente eu gostava de jogar xadrez na escola pública do bairro onde eu moro, (Cel Valeriano E. de Melo), onde estudei desde a 5ª série do ensino fundamental até terminar o ensino médio. Isso foi por volta de 2002. Eu fiz o meu próprio xadrez utilizando pedaços de madeira, que pintei e colei as figuras que distinguiam as peças. Ficou assim:



Na escola, todos os alunos, receberam um molde em pepel ofício para montar o próprio jogo com tampinhas de garrafa pet, mas como eu tinha em casa tinta acrílica e esses quadradinhos de madeira que pertenciam a um jogo que estava incompleto, eu fiz assim por que fica mais legal.
Uma outra dica seria fazer as peças em madeira redondinha cortada de uma cabo de vassoura velho. Fica muito legal e ainda reaproveita esses materiais.

Você pode imprimir e montar um xadrez igual a esse no link abaixo. 

Baixe aquiDOWNLOAD

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Adivinhação com números e cartas coloridas

Esse é um jogo de adivinhação bem interessante para fazer com os amigos. Funciona assim: 

Peça a uma pessoa que pense num número natural menor ou igual a 60. Em seguida peça que ele indique a cor da cartas onde o número aparece. Você não vai dizer isso à pessoa, óbvio, mas somando-se os menores números de cada carta indicada (ou seja aquele que aparece no canto superior esquerdo da carta) descobre-se o número que o outro pensou.

Vejamos: 

Se "A" pensa no número 14; ele indica que o número aparece nas seguintes cartas: Amarela (4), Rosa (8) e Verde (2); 4 + 8 + 2 = 14.

Outro:

Se "B" pensa no número 20; ele indica que o número aparece nas seguintes cartas: Amarela (4) e Azul (16); 4 + 16 = 20.

Veja a imagem das cartas e confira:


Legal não é? Se você decorar apenas o primeiro número de cada cor de carta vai poder "adivinhar" os números que seus amigos pensarem em precisar ao menos olhar às cartas. Você pode baixar o arquivo em pdf com as cartas para imprimir e jogar clicando no link abaixo.

Baixe aquiDOWNLOAD

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Cotidiano na História: Comportamento da Mulher

A análise das revistas femininas de 1945 a 1964

A mulher ideal é carinhosa em casa e austera na rua. Ela deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira. Como é preciso manter o casamento, a esposa que desconfia da infidelidade do marido precisa redobrar seu carinho e provas de afeto. Absurdo? Para as centenas de leitoras que acompanhavam as revistas direcionadas ao público feminino das décadas de 40, 50 e início dos anos 60, esses conceitos faziam parte do cotidiano. Hoje são temas de estudo.
"O conceito de felicidade mudou", observa a historiadora Carla Silvia Beozzo Bassanezi, eu escreveu um livro sobre as relações entre homens e mulheres , vistas a partir das revistas femininas Jornal das MoçasQueria e Claudia. Segundo ela, há 30 ou 40 anos a realização estava em um casamento bem-sucedido. Atualmente, a preocupação maior é com a realização pessoal, profissional, afetiva e sexual.
As revistas antigas diziam que em caso de traição o melhor era fazer de conta que nada estava acontecendo, pois o marido sempre volta para casa e a infidelidade masculina é biológica.
Temas como homossexualidade, desquite (na época não havia divórcio), doenças venéreas e aborto eram sumariamente ignorados.

O que as revistas femininas aconselhavam às leitoras:

 Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (Jornal das Moças, 1957); <= Quê?!

 Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e as provas de afeto. (Claudia, 1962); <= Jamais!

 A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959); <= Juraaaa que eu vou trabalhar como uma louca p'ra homem preguiçoso!

 A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar que a caça já foi feita, mas é preciso deixá-la bem presa. (Jornal das Moças 1955); <= Até a primeira vírgula até, dá, com muito boa vontade, para concordar desde que esse conselho se aplique para os homens também, claro! Mas que termos são esses (?! ), "caça", "presa"... Hã?! É como se o maior bem para realização de uma mulher fosse o casamento. Ops! Na época era! Afff!

 Se seu marido fuma, não arrume brigas pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda a casa (Jornal das Moças, 1957); <= Eca! Nem de cigarro eu gosto! Quanto mais de homem sujo e bagunceiro!

 Se a mulher deu um mal passo,  deve arrepender-se do seu erro, deixar de lado o amor proibido e as ligações perigosas e assumir seu erro, propondo-se  a não cometê-lo novamente. (Claudia, 1963); <= "Dar um mal passo" = "transar com um homem antes do casamento". kkkkkkk Essa não vou nem comentar. Hilário!

• Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Querida, 1954); <= Hã?! Se nossos namorados/noivos não quiserem "divertir-se" conosco (e nos divertir também, claro!) a gente manda ele passear e vamos "nos divertir" com outro, outra, outros! kkkkk

 O lugar da mulher é no lar, o trabalho fora de casa masculiniza. (Querida, 1955); <= Essa é a pior!

 É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (Jornal das moças, 1957). <= Pior que ainda hoje vejo esse incentivo a "se arrumar" só para  impressionar macho. Eu não me arrumo para homem! Me arrumo principalmente para mim mesma, ora essa! 

Fonte: COTRIM, Gilberto. História e Reflexão: Vol. 4. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 1997.
Legenda da imagem: Publicidade dos produtos de beleza Cashmere Bouquet, 1957.
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