terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano novo de novo!

Lembra que na virada de 2012 para 2013 você estava todo esperançoso(a), cheio(a) de expectativas, entusiasmado(a) para um novo ano promissor e cheio de realizações? Lembra que você estava cansado(a), chateado(a) com o ano que estava indo embora e só queria que começasse o tal novo ano para poder começar mais uma vez a, enfim, realizar todos os seus sonhos?... Aposto que essa mesma história se repetiu em cada réveillon anteriormente a esse. Aposto que este ano você está igualmente chateado(a) com 2013, querendo apenas que ele vá embora de uma vez, para novamente, poder começar "do zero" um novo ano que deve ser promissor, de realizações, conquistas e blá blá blá...

E aí, o que você vai fazer quando chegar ao fim o ano de 2014? Fazer o mesmo que fez todos os anos antes dele? Pedir que passe logo e depositar todas as suas esperanças de "melhoras" num num novo ano que será 2015, 2016, 2017 e por aí vai?...

Tem uma antiga e famosa tirinha da Mafalda (Quino) na qual ela diz: – Aposto que o ano que está começando espera que as pessoas é que sejam melhores.

O que eu quero vos dizer é que não adianta mudar de ano, de dia, de século se você não mudar sua postura diante da vida. A felicidade plena vem quando você aprende, de uma vez, a agradecer mais e a reclamar menos, e principalmente, a buscar a concretização dos seus sonhos com menos angústia e mais entusiasmo no coração. A tal felicidade plena é algo entre "desviar das pedras do caminho, enquanto curte a visão mais bonita da estrada que percorre". Por isso não vou vos desejar hoje um "feliz ano novo" – De novo não! – vos desejo um "feliz pessoa nova" e que essa "virada" seja agora mesmo. Vamos estourar espumantes!!!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Tutorial: Roy Lichtenstein Look, por Jaci

Ícone do movimento que ficou conhecido como Pop Art (década de 1950), Roy Lichtenstein fez um trabalho que, mesmo nos dias de hoje, apresenta muita relevância. Suas ampliações das ilustrações de histórias em quadrinhos, retratam de forma irônica sua crítica à uma época em que a produção cultural se tornava cada vez mais fugaz e descartável, elevando um produto da cultura de massa, em tese, cotidiano e banal, como HQ, à categoria de "arte".

Suas obras de cores vibrantes, o bom humor, somados à ironia da cultura do descartável conquistam público ainda hoje.


Segue o passo-a-passo:

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Argila medicinal: benefícios e modo de usar

Tudo começou no fim de semana do feriado mais recente (02 e 03/11), eu fui à praia com uma amiga e acabei me distraindo e me expondo ao sol mais do que deveria. Resultado: queimaduras de primeiro grau nas costas (aquele tipo de queimadura que deixa a pele vermelha e ardida por conta de excesso de exposição ao sol). Foi horrível! Minha amiga me recomendou que eu tratasse com argila medicinal. No outro dia fomos comprar argila no Mercado de São José (Recife-PE). Comprei numa lojinha de produtos naturais por R$ 6,00 (seis reais) 1kg. Ela não tem cheiro e é bem macia, às vezes precisa de um pouquinho de água para ajudar a derreter e espalhar melhor (já vi gente dizer que usa chá de camomila para isso), pode ser usada no corpo todo e rosto.


Minhas costas queimadas do sol. Terrível!
Usei assim: com a pele úmida, espalhei massageando levemente pelo corpo todo (principalmente nas costas que era a área afetada), usei também no rosto. Deixei o produto agir por cerca de 30 min (o tempo da argila secar). Depois enxaguei tudo no chuveiro. O resultado imediato foi um pouco de alívio no ardor das áreas queimadas e as áreas não queimadas ficaram super lisinhas. É legal repetir esse procedimento de 2 a 3 vezes por semana. Já vi muito à venda na internet a argila em pó (ressecada), essa que eu comprei é em pasta, completamente natural.

Pesquisando na internet descobri alguns dos benefícios e usos da argila medicinal. Ela tem capacidade regeneradora de tecidos e retém impurezas e toxinas substituindo-as por minerais que concentra como: 
Alumínio: atua contra a falta de firmeza, cicatrizante, efeito clareador;
Silício (colágeno): tem papel fundamental na reconstituição dos tecidos cutâneos, tem ação purificante, adstringente, hidratante, reduz inflamações e atua na flacidez cutânea;
Ferro: papel importante na respiração celular;
Magnésio: hidratação e síntese das fibras do colágeno, melhora a elasticidade da pele evitando rugas e estrias;
Manganês: cicatrizante, antialérgico, ação anti-infecciosa;
Sódio e potássio: ajudam a manter a hidratação.

Gostaram? Super baratinho e cheio de benefícios. Tem gente que paga fortunas em clínicas de estética para se tratar com esse produto. Me tornei fã e pretendo ter sempre em casa.

Até mais. Beijos! 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Uma pequena dose de reflexão

Para começar bem a semana, sugiro que leiam esse texto com atenção e pensem bem sobre sua mensagem.

– O Livro de Duas Páginas

Conta uma lenda antiga, que um rei, desejando saber qual era a receita da felicidade, mandou chamar um sábio que lhe deu um livro com apenas duas páginas, dizendo: – Neste livro está inserida toda a receita para a felicidade e o resumo de toda a sabedoria. Quando estiveres aflito, desesperado, pressionado pelo mundo, não encontrando o caminho a ser percorrido abre este livro e leia a primeira página apenas. Assim também, quando estiveres sentindo a necessidade de compartilhar sua alegria e felicidade com o mundo, em função de seus sucessos, abre o livro e lê a segunda página.

Assim foi feito. Certa ocasião, o rei encontrava-se encurralado em batalha com o país vizinho, prestes a perder tudo o que tinha, colocando em risco a sorte de seu povo. Não sabendo o que fazer, lembrou-se do sábio, pegou o livro e leu a primeira página. Lá estava escrito: "Isto passa!"

Enchendo-se de esperança, o rei conseguiu recuperar-se de seu estado depressivo, trabalhou com afinco, deu a volta por cima da adversidade e conseguiu superar a situação, voltando a trazer harmonia para seu povo.

Quando estava feliz por ter conseguido vencer e resgatar a prosperidade de seu povo, desejando compartilhar sua alegria com todos à sua volta, lembrou-se do sábio, pegou o livro e leu a segunda página. Lá estava escrito: "Isto também vai passar!"


(Autor desconhecido)


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Faça você mesmo: Tarot Wicca

Olá gente!

Quem nunca consultou um oráculo nem que seja só pela internet para pensar sobre alguma questão problemática que atire a primeira pedra... E é pensando nisso que hoje eu quero compartilhar com vocês um Tarot lindo que a artista Astásia desenhou e pintou, um baralho de 22 cartas voltado para a Wicca. Para quem não sabe o que é Wicca, é, resumidamente, uma cultura neopagã influenciada por crenças pré-cristãs, práticas da Europa ocidental e da antiga civilização Celta. É uma espécie de panteísmo matriarcal, de adoração à deusa mãe (a natureza, digamos). Wiccans não acreditam em Lúcifer, Satã, ou qualquer outro apelido que se dê ao Diabo, essa associação pejorativa está relacionada com a perseguição às "bruxas", desde a Inquisição Cristã (onde tudo que fosse diferente da cultura cristã era chamado de "bruxaria" e condenado a queimar na fogueira).

Esse trabalho foi divulgado em 2001 por Eddie Van Feu em um de seus livros. As numerações das cartas são as mesmas do tarot tradicional e os significados também, o que muda são algumas figuras que no Tarot Wicca são figuras mais voltadas para a Wicca, trazendo nas cartas ilustrações dos seres e personagens dessa cultura específica. Abaixo estão disponíveis para download as cartas desse tarot todo especial. Você pode imprimir e montar o seu com papel cartão. Uma boa dica é impermeabilizar as cartas com papel contato (plástico adesivo) transparente.


Baixe aqui: DOWNLOAD

Para saber mais sobre como jogar e interpretar os arcanos maiores algumas boas páginas em sites são:
• Web Tarot
• Clube do Tarot

TABELA COMPARATIVA

Referência Bibliográfica:
FEU, Eddie Van. Wicca: nº 08 - Poções e Pantáculos. São Paulo: Escala, 2001.
NAIFF, Nei. Curso Completo de Tarot. Rio de Janeiro: Best Bolso, 2009.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pedalar sempre linda!

Bike by Kayla Cole.
Com a chegada oficial da primavera o sol, começa a brilhar com mais força e todos nós já nos sentimos mais a vontade para sair de casa e fazer atividades ao ar livre. Uma atividade super gostosa que faz muito bem à mente e ao corpo é andar de bicicleta. Tire a "magrela" da garagem e leve-a para passear e sentir a brisa e o sol, vale muito a pena!

Claro que a vida não é um comercial de margarina, onde tudo é bonito, com cheiro de café da manhã, ao som de uma musiquinha feliz, então, depois de andar de bicicleta, nesse país quente que a gente vive, se não tomarmos alguns cuidados, ficaremos melecadas, suadas, sujas e fedorentas. Por isso, hoje vou fazer uma listinha de recomendações básicas para evitar que uma pedalada estrague seu visual.

Filtro solar ► Indispensável se proteger do sol (desnecessário repetir os motivos);
Maquiagem à prova d'água ► Você vai suar, então é melhor usar uma make que segure as pontas (a não ser que você não queira usar maquiagem);
Cabelo preso ► Faça um rabo de cavalo, uma trança ou mesmo um coque, é até mais gostoso sentir a brisa passando pela nunca;
Bandana ► Se você for usar um capacete (é altamente recomendado que use), uma bandana entre o cabelo e o capacete deixa os fios no lugar e ajuda a absorver o suor;
Toalhinha ► Se você precisar lavar o rosto no fim do percurso, ela vai ajudar muito;
Lenços umedecidos e desodorante ► Resolvem o problema do suor e ainda garantem que você estará cheirosinha;
Roupa ► É bom evitar blusas muito claras, já que elas ficam marcadas de suor com muita facilidade. Levar uma reserva para o caso de precisar trocar também é uma boa.

Beijão e até mais!

domingo, 15 de setembro de 2013

Como armazenar suas fotografias digitais

Um dilema de quem fotografa, ainda que por diversão, é "como fazer para armazenar com segurança as fotografias digitais?". Daqui há muitos anos eu vou querer ver as fotos que faço hoje em dia, mas como posso ter a garantia?...

• Gravar em mídias de CD ou DVD ► Não é uma opção muito recomendada. Além de ocupar muito espaço (chega uma hora que você vai ter armazenado pilhas de CDs e DVDs), ainda tem o risco do dispositivo "apagar sozinho". Muito comumente ocorre dos arquivos salvos em mídias "sumirem".

• Salvar num HD externo ► É um meio de armazenamento até seguro, tem a vantagem de ser fácil de transportar, no entanto ainda existe a possibilidade de um vírus contaminar o dispositivo e você perder todos os seus arquivos.

• Salvar no computador ► Não é seguro por muitos motivos: o computador pode pegar um vírus, quebrar, etc.

• Salvar na nuvem ► A melhor forma de armazenar esses arquivos é na internet, a chamada "nuvem". Alguns meios virtuais podem ser até confiáveis para se armazenar as fotos. 
Facebook — você também pode guardar em álbuns particulares do Facebook.
Flikr (esta é a opção que eu utilizo: AQUI) — Você pode guardá-las no Flickr (com 1TB de espaço gratuito – isso mesmo, imensos 1TB de espaço!) em álbuns particulares ou públicos – ou seja, se você quiser, só você poderá ver as fotos.
Windows Live SkyDrive — O serviço é gratuito e oferece 25GB de espaço para o armazenamento de músicas, fotografias e arquivos.
Google Drive — O espaço oferecido de graça na nuvem é de 15GB.


Como esses espaços na nuvem são limitados quando gratuitos, é importante reduzir um pouco do tamanho das fotos para economizar espaço – tipo, "pra quê todas as fotos salvas com 15MB de tamanho?", deixe em alta resolução só as melhores. Outra dica importante é desapegar-se e deletar algumas fotos mesmo, só salve as fotos legais, delete as repetidas. Também não esqueça de dividir o material em pastas, por período (ano, mês, dia…), assim fica mais fácil encontrar suas melhores fotos daqui há 30 anos (ou bem mais, claro!).

domingo, 25 de agosto de 2013

Fotografia: [Des]Equilíbrio de Branco (Fotografia com Lavagem Colorida)

Ouve um tempo que se usava (embora ainda haja quem goste de usar) filtros coloridos acoplados à parte frontal da lente da câmera fotográfica para fazer fotos "lavadas" de tons em cores (como avermelhado, amarelado, azulado etc.). Hoje em dia, quando se quer uma foto com esse tipo de efeito, a maioria das pessoas aplicam-nos em suas fotos no momento da pós- produção (com programas de edição de imagem). 

Hoje, porém, eu vou sugerir um modo de fazer imagens com essas "lavagens" de tons a partir do controle do "Equilíbrio de Branco Personalizado" da câmera. Para quem não sabe, o balanço de branco ou equilíbrio de branco (em inglês 'White Balance' ou WB) é a função que corrige a coloração das fotos. Essa função corrige a cor das imagens a partir do branco, tornando branco tudo aquilo que deve parecer branco aos nosso olhos e, por conseguinte, corretas as demais cores das cenas fotografadas.

A maioria das câmeras digitais de hoje em dia contam com uma variedade de valores pré-definidos para o ajuste de branco. Quando os valores pré-definidos não são suficientes, ainda existe a opção de "Equilíbrio de Branco Personalizado" (Custom), para esse ajuste, a pessoa faz uma foto de uma superfície branca e o sensor da câmera vai ter aquela foto como "referência de branco" para ajustar as demais fotos feitas. O Equilíbrio de Branco Personalizado é geralmente ilustrado por esse símbolo:
Pois bem, a minha dica é utilizar o Equilíbrio de Branco Personalizado e "bater o branco errado", para alterar a coloração da imagem e conseguir novos efeitos. Como?!

Assim, essa é a foto com o WB correto:
As fotos a seguir foram feitas direto da câmera, sem filtro em frente à lente, nem foram manipuladas com programas de edição de imagem para ficarem com essa lavagem colorida:
Para conseguir esse efeito você precisa acionar o "Equilíbrio de Branco Personalizado" da sua câmera, e bater o branco na "cor oposta" à cor que você quer que predomine na "lavagem" da sua fotografia. Para ilustrar, eu fiz um círculo cromático simplificado:
Observe que, se você quer um efeito roxo na sua foto, terá que "bater o branco" numa superfície amarela (pode ser qualquer coisa amarela, a capa de um livro, uma camisa, uma parede pintada...), porque a "cor contrária" do roxo é o amarelo. Já se você quiser um efeito amarelo, terá que "bater o branco" numa superfície roxa. Caso você queira um efeito vermelho, terá que bater o branco numa superfície azul, e assim segue...

Agora que você sabe "Desequilibrar o Branco", já pode fazer fotos fantásticas com mais uma pitada de criatividade. Explore!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Fotografia: A 8ª Arte

Primeira fotografia,
feita por Joseph Nicéphore Niépce,
em 1826 na França.
"O que é arte?", e se fotografia faz parte desse conceito, até onde ele a engloba? Vou logo adiantando que arte é uma expressão humana muito difícil de definir, portanto eu não tenho como dar aqui um conceito fechado, limitado e, principalmente, simples de arte [esse conceito, aliás, nos escapa sempre que o tentamos o apreender, de modo que eu também não sei definir e limitar num conceito único e completo tudo que seja arte]. Por isso, as respostas da pergunta "O que é arte?" são tão numerosas quanto variadas. No entanto pensar sobre seu conceito, ajuda, ao menos, a chegar perto de o que pode ser arte, para tentar entendê-lo um pouco

Ao longo da história, a ideia do que o que é arte se transformou. Para os antigos gregos, por exemplo, a beleza era considerada critério para valoração da arte, onde o belo era aquilo que produzia prazer espiritual. Para eles essa "beleza" era um ideal que se baseava na aplicação de princípios como ordem, simetria, equilíbrio, regularidade, proporção... Mas como nas expressões artísticas a única constância é a inconstância e a inquietude, esse conceito é sempre revisado, extrapolado, rompido e renovado ao longo da história da humanidade.

Talvez essa dificuldade em se apresentar uma definição fechada de arte, esteja no seu primeiro elemento indissociável e tão complicado, um turbilhão de complexidades que se acumulam: O Ser Humano. Arte é, necessariamente, efeito da intervenção humana sobre as coisas (Será?... Leia "A Natureza é o Artista", texto 37 do livro "O Porco Filósofo" de Julian Baggini). Admitamos que a arte é expressão humana de estados de consciência, emoções, filosofias, sentimentos, quer sejam fugazes ou não, enfim, a externação de reflexos do espírito (na falta de uma palavra melhor) humano.

Sim, assim como se expressam essas "humanidades" com um instrumento de som que faz uma música, com uma caneta que escreve um poema, com tintas e telas que pintam um quadro, com latas de spray que grafitam um muro, pode-se expressar-se também com uma câmera que registra uma fotografia.

Registrar uma fotografia é nada mais que criar imagens por meio de exposição luminosa, fixando-as em uma superfície sensível. Durante muito tempo (desde que tirada a primeira fotografia, por Joseph Nicéphore Niépce, em 1826 na França), o acesso a fotografia foi difícil e caro, mas como advento da fotografia digital (Em 1990, a Kodak lançou o DCS 100, a primeira câmera digital, embora caríssima, comercialmente disponível) veio facilidade de acesso a equipamentos sofisticados e modernos, de modo que, hoje em dia, todo mundo pode ter uma câmera, nem que seja a do celular. Parece bom, entretanto tem gente que não gosta dessa facilidade e reclama: "Ah,mas hoje em dia qualquer um compra uma câmera e sai apontado por aí dizendo que é fotógrafo".

Logo que surgiu, a fotografia, não era considerada arte. Mas como a arte sempre se recria, se transforma e se amplia, hoje em dia, pode-se dizer que fotografia pode ser arte. Tem muita gente que faz desdém com fotografia como sendo arte, não a considerando esse tipo de expressão, por achar que ela pode ser muito facilmente produzida. Mas eu desconfio muito desse ponto de vista. Seria, pois, a dificuldade no acesso ao equipamento ou na reprodução da obra, o critério para definir arte? Duvido muito!

Por todo exposto, podemos dizer que fotografia se revela arte na medida em que extrapola o mero registro de um momento, de um lugar, de uma coisa. É arte quando se firma como expressão humana, de uma visão de mundo única, particular. E o instrumento que a viabiliza é a incidência da luz numa superfície fotossensível (que pode ser uma lata com um furo tapado como dedo, até uma câmera de última geração que custe o preço de um carro, tanto faz, técnica é particular do artista).

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dicas de Composição Fotográfica

Depois que se aprende o básico de fotografia (que é controlar a exposição e a luz), começa-se a apurar o olhar para os elementos de composição fotográfica, pois de nada adianta fazer uma foto com exposição perfeita e não saber equilibrar sua composição. Pensando nisso, hoje vamos elencar alguns conceitos que podem transformar as suas composições e produzir resultados fantásticos.

• Repetição  Pode-se conseguir movimento e ritmo ao fotografar séries de repetições de elementos com cor e/ou forma parecidos.
Frozen Colors by Alessandro Sarno.
• Espaço Negativo/Positivo ► Este conceito é usado em arte, design, esculturas, arquitetura há centenas de anos. No entanto, na fotografia, "Espaço Negativo" é a área que circunda o assunto pricipal (que é o "Espaço Positivo", ou seja, o elemento enfatizado na fotografia). Em outras palavras, Espaço Negativo é aquela parte da fotografia que comporta elementos neutros de informação, que pode ser uma textura, uma cor... Controlar o equilíbrio entre espaço negativo (ou "espaço em branco", conforme alguns) e espaço positivo é o que dá impacto visual para a foto.
Foto Bravo Fisher Arquivo.
• Silhuetas  Fazer silhuetas é simples: é só preencher o fundo de luz e deixar o assunto sem luz. É uma tecnica que revela e valoriza as formas dos objetos fotografados.
Cottonwood Shadows by Stu Willard.
• Reflexos, Sombras, Linhas   O olhar criativo consegue enxergar maravilhas artisticas. Fique atento aos reflexos, sombras e linhas (sejam simétricas ou não) que as coisas e os ambientes revelam para fotografar!
This is where I want to be... by Kurt Rahn.
Stairway shadows by Wood-n-Images.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

"Composição Fotográfica" para fazer sua fotografia se destacar na multidão!

Pode-se dizer que a Composição é a parte mais importante na arte da Fotografia! É a composição que vai diferenciar uma "simples foto" de uma "fotografia espetacular". Esse elemento é o que demonstra que fotografia é mais do que velocidade, abertura, ISO e objetivas, tanto que chega a ser seguro dizer que a composição não depende quase nada do seu equipamento, depende mais do "olho fotográfico" de cada um. Mas o que é "composição fotográfica" afinal? 

Todo tempo que dedicamos nos esforçando para decidir a velocidade e o ISO a ser usando, tem como fim organizar os elementos visuais dentro do enquadramento para "compor" a fotografia, portanto, composição fotográfica pode ser definida como a seleção de como devem, e quais elementos devem entrar no campo fotográfico. Por isso, para que se criar uma boa fotografia é preciso ter paciência e fazer um planejamento cuidadoso.

Algumas situações são boas composições por si só, mas quando não é este o caso, pode-se "criar" uma fotografia legal. Assim, uma fotografia bem composta depende, no final das contas, da criatividade de quem fotografa. A partir da observação de alguns pontos, pode-se conseguir uma fotografia bonita e bem composta, segue, portanto algumas dicas para se conseguir uma boa composição fotográfica.

• Ângulo  Escolher um ângulo criativo pode fazer sua fotografia se destacar na multidão. Ângulo na altura do olho já é muito utilizado, vale a pena, pois, apostar em outros. Mostrar uma imagem por um ângulo novo pode fazer toda a diferença entre uma foto "sem sal" e uma fotografia atraente. Por isso que, para conseguir um ângulo menos conservador, se você tiver que se jogar no chão, subir em cadeiras, em árvores, se retorcer como um bobo, faça sem receio! Pode ser que o resultado seja estranho e você não goste, mas também pode ser que resulte numa fotografia linda. Só dá para saber se tentar.


• Fundo  Escolha um fundo suave para dar maior atenção visual ao centro de interesse da fotografia. Chegar mais perto, evitar assuntos não-relacionados com o assunto principal ou mesmo apostar no bokeh (fundo borrado/embaçado), são boas formas de compor uma foto com destaque ao assunto dela.


• Enquadramento [a "regra dos terços"]  Observar o enquadramento pode melhorar muito a composição, e observar a "regra dos terços", pode ser de grande ajuda nisto. Resumidamente, podemos dizer que a "regra dos terços" consiste em imaginar* que existe que a área da fotografia está dividida simultaneamente em três terços verticais e horizontais, como uma grade. Segundo a regra dos terços, os elementos mais importantes na sua cena devem ser posicionados ao longo destas linhas, ou nos pontos onde elas se cruzam.

Para não precisar "imaginar" essas linhas deixe sempre ativada a opção "grade" na câmera.

• Equilíbrio  Uma foto bem equilibrada é aquela que consegue harmonizar as formas, as sombras e luzes, os reflexos, as cores de modo que formem uma aparência de alinhamento, de regularidade. Pode-se começar a buscar esse equilíbrio, explorando a simetria dos padrões, as linhas e curvas que as cenas têm, as sombras que as luzes dos ambientes projetam sobre as formas das coisas.


Evidente que essas orientações não são regras incontestáveis, contudo, elas podem ajudar muito tanto na hora de criar nas nossas fotografias quanto na hora de analisar as de outros fotógrafos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Fotografia: Claro que pode editar, mas calma!

Há pouco tempo eu publiquei um post sobre se é ou não é antiético editar fotografias (este post AQUI). Antiético editar, por si só, não é, mas se exagerar a mão na edição pode ser de muito mau gosto. É fato notório que o exagero na edição de fotografias as deixa, na falta de outra palavra, feias. Muito feias mesmo! Há exageros gravíssimos que estragam qualquer fotografia, cafonizam totalmente! Hoje vou elencar 5 dos que me parecem mais gritantes.

A partir desta foto original, vamos comparar o Top Five da cafonice na edição de fotografia:


1. Saturação ► Esse é o mais comum, porém exagerar na saturação da foto a deixa com aspecto brega e artificial. Então, se precisar corrigir o contraste na pós-produção de imagem, procure não saturar demais.


2. Efeitos e filtros ► Às vezes os efeitos e filtros podem deixar a foto interessante quando aplicados, mas é preferível que, se for usar, use suavemente. O segredo para não cair na cafonice está na moderação.


3. Texturas ► O fato é que raramente uma textura deixa uma foto bonita. Evite ao máximo!


4. Falso Flare ► É verdade que em algumas fotografias o flare fica estiloso, mas adicionar um falso com o programa de edição (Photoshop, Gimp...) está entre o top da breguice cafona em fotografia. Destacar com esses programas um flare que já existe na imagem, um real, é até válido, mas forjar um que não existe, é terrível. Jamais faça! 


5. Vinheta  ► Acho que foi "modinha" instaurada pela Instagram esse lance de falsa vinheta nas fotos, para dar uma ar retrô, vai saber... Mas acontece que a foto não vai ficar boa só porque se colocou uma vinheta forte ali, então se for colocar um efeitozinho de vinheta na foto cuidado para não ficar gritante e artificial. 


Claro que não se está ditando regras incontestáveis aqui, mas simplesmente chamando atenção para o exagero ao usar certos efeitos e recursos dos programas de edição de imagem, pois tudo com moderação e bom senso é válido.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Trocando Idéias: Tela de Bolhas em papel de seda.

Adorei essa ideia e gostaria de dividi-la com vocês hoje. Inspirem-se!


O resultado é lindo e a técnica é super fácil.

Fonte: mr. handsomeface (blog.mrhandsomeface.com).
* O material utilizado sobre o papel de seda é cola de papel.

Beijos!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Fotografia: Para quê serve um parasol? Quando usá-lo?

A principal função do para-sol é evitar a ocorrência do fenômeno "Flare" (círculos de luz, linhas, reflexos coloridos) e/ou "Glare" (mancha branca, gerada a partir de onde vem o ponto de luz, que prejudica o contraste da fotografia) na lente, já que ele não deixa a luz que não faz parte do enquadramento entrar na imagem.


Precisa usar para-sol quando for fotografar à noite?

Há quem pense que o para-sol só serve para evitar reflexos indesejados da luz do sol, por isso, já ouvi pessoas que dizem entender de fotografia afirmando que usar para-sol em locais fechados e, principalmente à noite, é frescura e desnecessário. Eu não sei de onde vem essa ideia, afinal, não é só o sol que emite luz. À noite nos deparamos com vários tipos de luzes artificiais, em muitas cores e intensidades diferentes.

Portanto, mesmo em ambientes internos e/ou noturnos, o uso do para-sol é altamente indicado. Porém, caso a pessoa for precisar do flash para fotografar, deverá ficar atenta para o equipamento na frente da objetiva não gerar sombra na parte inferior da foto (o que pode acontecer se o para-sol junto com a objetiva tornarem-se muito grandes), daí será preciso usar um flash externo se não quiser abrir mão do uso do para-sol.

Além dessa "função principal", contudo, podemos identificar outras funções desempenhadas por um para-sol:

• Proteger fisicamente a lente ► O para-sol fornece uma barreira mecânica que pode proteger sua objetiva de possíveis danos físicos no evento de uma batida ou queda;

 Tornar melhor o contraste ► Uma vez que esse equipamento evita a incidência direta de luz, ele acaba melhorando o contraste de cores na imagem, pois mesmo que o Glare não esteja sendo visto diretamente pelo fotógrafo, essa fonte de luz indesejada reflete no contraste geral da imagem;

• Ajudar no balanço de branco ► O motivo é o mesmo pelo qual o contraste da fotografia é otimizado, é que, já que o para-sol não deixa entrar luz estranha, nem reflexos coloridos do campo periférico, então fica mais fácil equilibrar balanço de branco do assunto enquadrado;

E quando esses efeitos de luz deixam a foto legal? Pode haver situações em que o fotógrafo queira o Flare ou Glare na sua foto, por alguma proposta artístico-criativa ou utra razão, então, para essa finalidade, não use o para-sol, caso contrário, USE SEMPRE!

Qual o tipo de para-sol eu devo usar?

É importante procurar o tipo de para-sol correto. Quando mais zoon sua objetiva tiver, mais "fundo" será o seu para-sol adequado. Assim, as lentes de ângulo aberto (grande angular) precisam de um para-sol mais aberto, mais "rasinho" (chamados Tulipa, Pétala ou Flor), pois usar um para-sol muito grande para seu tipo de lente gera vinheta (bordas escurecidas) na foto. Já as lentes de ângulo mais fechado (teleobjetiva) necessitam de um para-sol grande e cilíndrico, mais "fundo". Nas objetivas mais comuns, de zoon "normal" (18-70mm, 28-85mm, etc) usa-se uma espécie de para-sol que funciona como uma "mistura" do Tulipa com o cilíndrico.
Com um anel adaptador pode-se usar para-sol em câmera superzoon (que alguns chamam de semi-profissional). Este é um que eu uso na minha Fujifilm SL300:


Ele é do modelo híbrido, mais adequando para esse tipo de câmera por conta da alta variação de zoon disponível (no caso da SL300 o zoon é de até 30X), fazendo a câmera funcionar em grande angular ou em teleobjetiva, dependendo de como se utiliza o zoon.

Agora a gambiarra que é a cereja no bolo desse post:

Você precisa de uma parasol para agora, mas está sem dinheiro, ou simplesmente quer começar a usar para testar se há diferença entre "com" e "sem" ele? Entra no lenshoods.co.ukNesse site têm documentos em PDF para imprimir e recortar para você improvisar um para-sol. Há muitos modelos de SLR digitais de várias marcas e mesmo que você não encontre exatamente a sua lá, é só procurar uma parecida em mm e pronto! Recomenda-se que use um papel preto (ou um chumbo, marrom bem escuro para filtrar bem a luz) de gramatura de média para alta (mais grosso).

É claro que um para-sol de papel não vai oferecer à câmera a mesma proteção contra danos físicos que um "de verdade", mas cumpre numa boa as funções de proteção contra danos à imagem e quebra um super galho na hora que precisar de um. Aproveite!

domingo, 19 de maio de 2013

Fotografia: Light Painting

Traduzindo ao pé da letra para o português, o termo quer dizer "pintando com luz", trata-se de um efeito produzido pelo rastro da luz que á captado pelo obturador lento da câmera fotográfica. Dito de outro modo, consiste em "brincar" de fazer "desenhos" com a luz, deixando o obturador da câmera em baixa velocidade para que seja possível captar, na fotografia, o movimento que a luz faz. A técnica é relativamente simples, o diferencial está na criatividade de quem a aplica.

Para fazer sozinho fotos usando Light Painting, você deve:

1º) colocar a câmera numa base fixa (um tripé ajuda muito!);
2º) acionar o temporizador em 10 segundos;
3º) ajustar a velocidade do obturador da câmera como você preferir, desde que seja lento o bastante para captar a movimentação que sua luz vai fazer.

É importante dizer que para conseguir fazer esses desenhos com a luz, o ambiente onde você for fotografar deve ser bem escuro.
Tempo de exposição: 1 s; Velocidade ISO: ISO-160; Escala de número f: f/3.1.
Tempo de exposição: 3 s; Velocidade ISO: ISO-80; Escala de número f: f/7.1.

Tempo de exposição: 1 s; Velocidade ISO: ISO-320; Escala de número f: f/3.1.
Fica lindo o resultado desta técnica quando aplicada para fotografar os brinquedos de uma parque de diversão à noite. Como, por exemplo nesta fotografia de Thomas Eppolito (para fazer parecidas, eu sugiro usar o tempo de exposição de 6 segundos):

Around We Spin by Thomas Eppolito
Spin by Thomas Eppolito
O rastro deixado pela luz pode ser aleatório ou propositado para formar desenhos (como corações, palavras ou outras coisas mais difíceis), é uma questão de deixar a criatividade fluir!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Fotografia em Preto e Branco

Toda foto pode ficar interessante em preto e branco? A resposta 'não' é um pouco óbvia. Mas então quando é que uma foto fica boa em preto e branco? A falta de cor causa impacto, confere mistério e drama à algumas cenas, é que, quando retiramos o elemento "cor" da fotografia, resta deixar a atenção da imagem voltada principalmente para os formatos dos objetos registrados pelas lentes da câmera. Em outras palavras, desaturar a imagem faz chamar atenção para:

• Formas ► quando não se tem mais cores para chamar atenção à composição fotográfica, ficam muito mais óbvios os relevos e formas que os objetos deixam;

• Sombras ► a incidência da luz e as sombras que ela deixa nos relevos dos objetos que se fotografa, fica muito mais em evidência quando a fotografia é em preto e branco.

Ou seja, nem todo tema funciona bem em preto e branco, nem toda fotografia "combina" com o "efeito preto e branco", pois em algumas imagens, o colorido é essencial. Portanto, saber qual foto nasceu para ser em preto e branco, depende muito de um olhar fotográfico que só se adquire mesmo com prática, observação e estudo. Então experimente! Vá em busca de formas e sombras! Pode ser que no começo não sejam muito bons os resultados e isso é perfeitamente normal, mas essa sensibilidade, esse "olho" só se adquire com a prática, com o tempo, não tem outro jeito.

Na hora de fotografar em preto e branco, vale a pena ficar atento a alguns conselhos:

• Prefira fotografar em cores, e aplicar o preto e branco na pós-produção ► Mesmo que a câmera já tenha pré-definição para se fotografar em preto e branco, aconselha-se que não a use. É que quando você fotografa primeiro em cores, preserva os mínimos detalhes de tons mais claros e mais escuros, assim uma posterior "escala de cinza" adicionada com um programa de edição fica mais interessante quando a imagem original detém essas informações de cor;

• Fotografe com o menor ISO/ASA possível ► pelo mesmo motivo de antes, já que, quanto mais baixo o ISO/ASA você conseguir manter na imagem (sem comprometê-la, é claro), mais "informação de cor" ela terá, e esta informação é importante para que se preserve o máximo de semi-tons possíveis quando a foto for convertida para escala de cinza. NO ENTANTO, essa questão é bem relativa! Se você achar que vai ficar interssante para o resultado final da sua foto, que ela tenha um pouco de ruído, pode explorar o ISO alto sem problemas, ou então você ainda pode adicionar um efeito de ruído na pós-produção.






Visite: flickr.com/photos/10983882@N07

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Fotografia: Luz lateral colorida

A luz lateral faz sombras que revelam relevos e dá uma perspectiva interessante aos objetos. Para fotografia é maravilhoso explorar as possibilidades de luz lateral. Folheando uma Ellements Magazine (August 2012) me deparei com uma sessão de fotografias que me encantou com a utilização de luzes laterais coloridas.


* Os créditos estão na primeira imagem.

Fantástico o resultado. Inspire-se!