terça-feira, 8 de março de 2016

Relado (real) no 08 de março

Ontem eu fui assediada no Centro do Recife. Estava cheia de sacolas, buscando uma encomenda de livros que vão ser publicados pela editora independente da qual faço parte e um senhor asqueroso parou perto de mim para me agredir verbalmente com palavras lascivas e obscenas.

Não é a primeira vez que isso me acontece, nem segunda apenas. Já houve vezes, no passado, que eu fiquei muito triste e para não passar vergonha eu fingi não ouvir e acelerava o passo, com vontade de chorar, me perguntando se a culpa era minha, se minha roupa estava "dando motivo", se eu andava "insinuando algo", se "era de se esperar" já eu que estava sozinha pagando contas, fazendo compras, buscando encomendas...

Da última vez que sofri esse tipo de agressão vinda de um velho tão asqueroso quanto o de ontem, eu estava voltando do banco (tinha ido pagar umas contas do meu pai) passando por um posto de gasolina e ele estava saindo com o carro (foi no bairro da Madalena, Recife), eu fiquei quase um mês pensando naquilo, sentindo vergonha de nem sei o que, morrendo de arrependimento de não ter feito um escândalo para expôr aquele cretino. Por isso ontem eu decidi que não levaria isso comigo, era por volta das três horas da tarde num meio de semana numa das avenidas mais movimentadas do centro, assim, eu não fiquei calada, tinha muita gente ao redor para eu me sentir com medo e eu gritei: "tu falou o que?!". Complementei com uma porção de palavrões porque eu estava com ódio e só não dei um murro no nariz dele por conta dos pacotes que levava, dessa vez foi ele quem baixou a cabela e acelerou o passo com medo.

PS.: Por isso que eu não quero flores nem presentes de 08 de março. Eu quero respeito TODOS OS DIAS!


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