terça-feira, 25 de outubro de 2016

Edições Dente de Leão

Apresento-lhes meu mais recente projeto: Edições Dente de Leão.  Trata-se de um recém-nascido selo editorial independente, com proposta alternativa, que pretende, acima de tudo, espalhar literatura, poesia e arte sem as amarras impostas pela grande indústria editorial.

Fotografia: Jacilene Silva.
A flor Dente de Leão é um tipo de flor bonitinha que "dá em todo lugar", não precisa de frescura para florescer, muitas vezes é considerada planta invasora de lavouras, pastagens, gramados e jardins, ela se infiltra sem precisar de aval de quem quer que seja e se mostra.

A primeira publicação sai do forno em poucos dias e vai ser um clássico à venda por um preço super amigo. Em breve estará aqui!

Página no Facebook: facebook.com/edicoesdentedeleao
Contato edicoesdentedeleao@gmail.com


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Você pode fazer isso, se quiser.

Quando eu era criança, rejeitava sumariamente as condições de gênero que o mundo me impunha. Eu gostava de ter uma mochila cor-de-rosa da Minnie – que eu escolhi na loja –, mas também não me furtava o direito de gostar de jogo de futebol de botão. Durante a adolescência – fazendo jus ao meu ascendente em aquário [do contra por opção] – a tal rejeição tomou proporções maiores. Eu não usava NADA que tivesse tons pastéis, sobretudo rosa e lilás, nem sob tortura. Vestido? Destestava. Só usava tênis, calça jeans e camiseta. Lembro que minha tia me deu uma carteira em couro bege que tinha uma aplicação de ilhós dourados formando a imagem de uma borboleta na frente. Era fofo demais, coisa de menininha demais, claro que não usaria. E foi o que eu fiz, guardei numa caixa de coisas para doar a alguém. 

Acontece que, com o tempo, o coração do contra influenciado aquário foi se abrandando, e a mente amadurecendo, oferecendo espaço a toda sensatez, ponderação e harmonia de uma boa libriana que sou. Acredito que muito devo à influência do glam metal, do glam rock, gêneros que sempre me atraíram, tanto pela música, quanto pelo visual é tosco mas é bom uahuah. Um, dia eu encontrei essa carteira guardada entre minha coisas, nova, intacta, achei ela linda e comecei a usar. Quando comprei meu primeiro vestido até que gostei. Era confortável, leve, fresco, perfeito nesse calor infernal. Continuo não gostando de salto alto. Prefiro conforto aos meus pés. Um dia eu acordei e percebi que há tempos eu estava profundamente cansada da aparência do meu quarto. Paredes num tom verde-claro e móveis a prateleiras em tom mogno. Decide mudar para algo mais leve. Pintei as paredes de lilás e troquei as prateleiras por branco, a mesinha do computador por uma verde-piscina que combina com o puff lilás. Ficou de um jeito que se minhas amigas de 10 anos atrás entrassem, nunca diriam que aquele era o quarto de Jacilene. Sem chance! E talvez não fosse mesmo. Pelo menos não daquela Jacilene antiga que conscientemente contrariava os padrões e expectativas sociais com relação a ela, mas que hoje, tão conscientemente quanto, percebeu que pode fazer o que quiser, se quiser, sem correspondência ou influência dessas tais expectativas e padrões, nem que seja no agir inverso de propósito. Talvez autonomia tenha algo a ver com isso, também.


Dica de livro: Uma Patada com Carinho, de Chiquinha

Comprei este livro esta semana,  por acaso, e simplesmente ADOREI! Foi lançado pela editora Leya desde 2011 mas eu não conhecia, é da ChiquinhaUma Patada com Carinho. Segue a sinopse:

Sinopse: "Quer ficar aí limpando carpete enquanto os outros dominam o mundo?". Apesar de a personagem ser a Elefoa, dificilmente dá para enquadrar essas histórias na categoria de "quadrinhos-fofos-feitos-por-garotas". Aliás, essa categoria parece ser uma praga e uma maldição para grande parte das mulheres que se aventuram a entrar no Selvagem Mundo do Humor Gráfico, lugar que é quase Terra de Marlboro. Mas a brava Chiquinha passa longe dessa armadilha e se alinha com desenhistas como Julie Doucet e Mary Fleener, para citar só duas representantes humor feminino sem frescuras.


Ri horrores e me identifiquei bocados com as histórias dessa elefoa. Recomendo demais!

Título: Uma Patada com Carinho
Autora: Chiquinha
Editora: Leya
Ano: 2011

COMPREI AQUI: livrariacultura.com.br/

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

E-book: O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman

Olá pessoal. Depois de um tempinho sem postar, trago aqui para download uma edição toda arrumadinha do conto O Papel de Parede Amarelo de Charlotte Perkins Gilman. Este livro é de domínio público, portanto pode baizar sem dor na consciência. Esta edição foi feita por mim e está disponível para download em epub e em pdf.

Sinopse: Um clássico da literatura feminista publicado originalmente em 1892. Uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico, em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Proibida de fazer qualquer esforço físico e mental, a protagonista fica obcecada pela estampa do papel de parede do seu quarto e acaba enlouquecendo de vez. Por anos, desde a sua publicação, o livro foi considerado um assustador conto de terror, com diversas adaptações para o cinema, a última em 2012. No entanto, devido a trajetória da autora e a novas releituras, é hoje considerado um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade. Charlotte Perkins Gilman foi uma grande romancista estadunidense que participou ativamente da luta pelos direitos das mulheres em sua época e é a autora do clássico tratado “Women and Economics”, uma das bíblias no movimento feminista. .


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