segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Lista: 5 histórias em quadrinhos de autoria de mulheres e com protagonistas mulheres

Seguindo onda do post anterior de listinhas, hoje a lista é de 5 histórias em quadrinhos de autoria de mulheres e com protagonistas mulheres. Os 5 fazem parte da minha singela coleção de HQ's e curto muito e indico demais.

1. "Persépolis", de Marjane Satrapi



Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em "Persépolis", o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

PS.: Me envolvi tanto com essa leitura que me peguei abraçada com este livro quando terminei a leitura, como se o abraço fosse na própria Marjane. Recomendo também a animação baseada neste livro.

2. "Magra de Ruim", de Sirlanney 



Sirlanney nasceu em 1984, no Ceará, e publica seus textos e desenhos na internet, em zines e revistas há mais de 15 anos. Mantém o blog "Magra de Ruim" desde 2012, que lhe rendeu grande visibilidade nos meios de quadrinhos alternativos e que foi a base para compilar o material que resultou neste livro homônimo. A dor, revolta e fragilidade da cearense Sirlanney estão expostas em Magra de Ruim, um apelido desagradável dos tempos de escola resgatado para dar título ao seu trabalho de quadrinhos. Como se não bastasse executar sessões de exorcismo de demônios particulares em público, o livro justapõe múltiplos estilos de traços, coloração e processos, reflexo da experimentação livre da artista, sem padrões pré-estabelecidos ou limitações.


3. "Virus Tropical", de Power Paola



Vírus Tropical é uma saga familiar divertida e descolada, repleta de personagens cômicas e alopradas- um pai sacerdote que dá missas clandestinas em casa, uma mãe que lê o futuro nos dominós, uma irmã mais velha depravada, outra totalmente beata  No meio dessa trupe, a caçula Paola tenta encontrar seu espaço e sua identidade. Com um traço fino, expressivo e cheio de detalhes, Power Paola nos mergulha no âmago dessa singular família colombiana. Dividido em capítulos curtos e temáticos, e escrito num estilo ritmado e com muitos diálogos, Vírus Tropical consegue emocionar e entreter associando o melodrama ao humor.



4. "O enterro das minhas ex", de Anne Charlotte Gauthier




Alguma coisa não está indo bem na vida de Charlotte. Na escola, ela se sente diferente das outras garotas da sua idade, e mesmo com o passar dos anos a incompreensão sobre si mesma persiste. Em sua cabeça, amor e amizade se misturam. Enquanto cresce, Charlotte narra as relações que vive, desde as inocentes paixonites da infância até o início da vida adulta. E, em um momento, ela entenderá que sua confusão tem nome. A partir daí, a garota desbrava um mundo desconhecido cheio de intolerância, arrogância e rejeição, mas também repleto de liberdade.



5. "Sorria", de Raina Telgemeier



Uma história baseada em fatos reais. Raina só quer ser uma menina normal da sexta série. Mas, certa noite, depois do encontro das escoteiras, ela tropeça e cai, machucando feio seus dois dentes da frente. O que vem em seguida é uma longa e frustrante jornada com e sem aparelho fixo, cirurgia, um vergonhoso freio de burro e até mesmo um aparelho removível com dentes falsos. E, além de tudo,  ela precisa lidar com um enorme terremoto, uma confusão com os meninos e amigas que se revelam nem tão amigáveis assim. A história de Raina nos leva do ensino fundamental ao médio, quando ela encontra sua voz artística, descobre o verdadeiro sentido da amizade e finalmente pode... sorrir.

2 comentários:

  1. Oie!
    Persépolis é muito amor, eu quero muito ter em versão física! Sou cearense e me interessei também por Magra de Ruim, quero muito ler!
    Beijão!

    www.vultuspersefone.blogspot.com

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    Respostas
    1. É muito bom, eu adorei e indico demais ^^
      Beijão!

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