segunda-feira, 31 de julho de 2017

Assista hoje mesmo: Daughters of Destiny

Estreou há poucos dias na Netflix esta série documental de título Daughters of Destiny e sabe o que você deveria fazer agora mesmo? Parar tudo que está fazendo e ver os 4 episódios.

A série mostra a rotina da escola de Shanti Bhavan, um colégio interno especial que oferece educação gratuita para famílias muito pobres, sobretudo as desfavorecidas no persistente sistema de castas que infelizmente ainda vigora na prática sob diversos aspectos. Focando nas experiências das meninas vêm à tona os desafios ligados às questões de gênero e classe social.

Este é o trailer:


Nessa série pude pensar a educação como instrumento de emancipação e poder, mas que obedece a um sentido de senso de responsabilidade com os outros, de generosidade e justiça, num sentido que cultiva valores de humanidade e cooperação, algo tão em falta na cultura ocidental. Cultura ocidental, esta de louvor ao egoísmo, da embriaguez de si mesmo, da ovação da liberdade infantilizada que vê o outro como inimigo e empecilho que deve ser eliminado, que diz "eu não sou obrigado a nada" e chama de "liberdade" o sentimento puramente egocêntrico que leva as pessoas a tomarem sempre a si próprias como único fim de suas escolhas e atos. Temos muito o que melhorar.

Esta é com certeza é uma das melhores coisas que eu já vi na Netflix. Classifico com 5 estrelas numa escala até 5.  
★ ★ ★ ★ 
Indico demais!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Resenha: "O ódio que você semeia" ["The Hate U Give"], de Angie Thomas

"The Hate U Give", livro da escritora Angie Thomas foi traduzido para o português com o título "O ódio que você semeia". Percebi que às vezes a tradução soou um pouco estranha, como se o Google Translate tivesse feito a tradução sério! teve vezes que eu pensei "eu traduziria melhor", mas não é nada absurdo nem tão comprometedor. 

Vou admitir aqui que geralmente eu acho entediante a aguada esse tipo de literatura que se chama de "literatura YA" (ou literatura young adult - para jovens adultos), mas este livro foge da regra que observo e me canso em literatura YA – que é a enrolação com [pseudo]probleminhas superficiais e narrativa insossa. Este não. A história escrita por Angie Thomas traz uma adolescente lidando com problemas de ordem muito mais complexa e grandiosa, situações problemáticas que ultrapassam o universo adolescente, por isso ler este livro é algo que indico para faixas de idade que ultrapassam o público-alvo young adult (15 a 30 anos). Starr, a protagonista, é filha de um comerciante e reside num bairro periférico e violento, mas estuda numa escola particular em outra região da cidade, majoritariamente ocupada por pessoas brancas de classe média. A história traz situações de racismo e classismo duras e reais, de modo que certamente pessoas não negras, mas que também tenham vivido situações discriminatórias baseadas em recortes classistas, devem se identificar em alguns pontos com a protagonista. Eu, por exemplo, me identifiquei em diversos aspectos, em várias situações eu pensei "já passei exatamente por isso". Nesta história também percebi o quanto é impressionante como as pessoas que mais se beneficiam das injustiças que a "ordem social" criou – tais como racismo, classismo, sexismo... – são as que mais cobram que as pessoas injustiçadas sejam gentis e tranquilas. Demonstrar agressividade e raiva é altamente reprovado por essas pessoas – ainda mais quando se é mulher, num mundo que exige que mulheres sejam sempre doces e gentis.

De modo geral é uma ma leitura fundamental nesses tempos doentes de pessoas envenenadas por ódio e ignorância. Leiam este livro!


SINOPSE: "Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos. Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar."

Título: O ódio que você semeia; 
Autora: Angie Thomas; 
Editora: Galera Record; 
Ano: 2017; 
Págs.: 378; 
Preço: R$ 39,90.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Apostila de fotografia básica para download gratuito

Atualizei minha apostila básica de fotografia. Ela traz algumas noções básicas de técnicas fotográficas, com um conteúdo baseado nas minhas experiências e posts daqui do blog relacionados a fotografia. Interessante para quem está começando a aprender. Está disponível para download gratuito. Baixe, compartilhe e aproveite!


ÍNDICE
  • APRESENTAÇÃO
  • FOTOGRAFIA
  • LUZ
  • ALGUNS TIPOS DE CÂMERA
  • FOCO
  • ISO (ASA)
  • OBTURADOR
  • DIAFRAGMA
  • BALANÇO DE BRANCO (EQUILÍBRIO DE BRANCO)
  • TIPOS DE OBJETIVA
  • FLASH
  • MODOS DE CENA
  • COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA
  • POR FIM...

sábado, 22 de julho de 2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Generosidade é uma virtude rara.

Uma das virtudes mais dignas de respeito é a generosidade. No nosso mundo atual a vaidade, o egocentrismo, o individualismo são os motores que movem a maneira como as pessoas convivem, de modo que não é possível dizer verdadeiramente que é comum haver nas relações inter-humanas o sentido de relação propriamente dita. O que há seria, no máximo, pessoas se aturando entre si. 

Um exercício básico que eu recomendo que todo mundo faça ao menos uma vez na vida é o de listar os nomes de todas as pessoas que você conhece e convive (ou já conviveu) e conseguir lembrar e tentar atribuir uma qualidade virtuosa a cada uma daquelas pessoas, mesmo das pessoas que você não gosta, tentar reconhecer com honestidade um traço positivo que seja na personalidade daquela pessoa. Tarefa difícil, mas recomendo, vai te ajudar ver as pessoas com outros olhos. Com honestidade, encontrei em diversas pessoas das que amo e das que detesto características respeitáveis como determinação, ousadia, resiliência, sinceridade, autoconfiança, criatividade entre tantas outras. Mas o mais curioso foi que ao final percebi que são quase todas virtudes voltadas para si próprios. Quer dizer, virtudes que têm como razão a individualidade antes de qualquer outra coisa. Pensar em ao menos um pessoa que eu pudesse qualificar como generosa foi muito difícil. Generosidade é uma virtude rara. 

Na sociedade que cultiva o individualismo como valor supremo a todos os outros valores as pessoas têm uma pessoa generosa como otária, ingênua, boba... Enquanto estão muito distraídas com seus carros novos, celulares de última geração, roupas de marcas caras, todo tipo de besteira cuja finalidade única é alimentar seus egos famintos. Suspeito que tem alguma coisa errada nisso. Pior é que na cultura do individualismo não é de se estranhar que ninguém ajude ninguém. Ah mas fulano é generoso com a própria mãe, com o próprio filho. Sim, porque é a mãe dele, porque é o filho dele, não deixa de ser o ego que move a ação.

Não sei onde quero chegar com esse texto, mas sei que quero chamar atenção para a ideia de que vale a pena parar para julgar a si próprio, pesar as próprias atitudes e olhar para os outros no sentido de ajudar de verdade, sair da própria bolha egocêntrica e de fato ter contato humano com alguém. Quando você liga para um amigo o que você quer: saber fofocas da vida dele ou prestar ajuda no que for preciso? Começa por aí.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

"Legislação da Mulher", coletânea de normas jurídicas para download grátis

Esta coletânea reúne as principais normas que tratam de temas relacionados às mulheres, que se encontram dispersas em diversos domínios (previdenciário, penal, trabalhista, acordos internacionais, entre outros). Atualizada em 18/01/2016. Um material interessantíssimo para quem busca informação sobre como estão garantidos os direitos das mulheres no âmbito jurídico.

Está disponível em e-book gratuito para Kobo: AQUI O LINK