terça-feira, 1 de agosto de 2017

Dica de leitura: 5 contos de autoras

Tem uma coleção de e-books da Balão Editorial chamada Contos Estrangeiros Clássicos que eu acho muito legal porque traz contos de autoras e autores quase inéditos no Brasil, são lançados para Kindle e para Kobo e cada um custa só R$1,90. Eu compro e leio porque adoro a proposta e vale super a pena.

Esta semana vi que lançaram títulos novos e melhor havia três de autoras que eu muito mal vi um ou dois já lançados no Brasil. Muito animador! Por isso, hoje eu listei 5 contos escritos por mulheres com histórias interessantíssimas que trazem questões ligadas ao momento de surgimento daquilo que chamamos hoje de "primeira onda do feminismo", no ocidente, que compreende ao no final da era vitoriana até os primeiros anos do século XX.


O PAPEL DE PAREDE AMARELO, de Charlotte Perkins Gillman.
SINOPSE: Após o nascimento de seu filho, uma mulher é diagnosticada com depressão nervosa temporária e leve tendência histérica; parte do tratamento é ficar confinada a um cômodo da casa. Diagnósticos e tratamento comuns à época, século XIX. A claustrofobia obviamente piora sua condição, fazendo com que entre em uma espiral de delírio e confusão mental. Se fosse hoje em dia, ela teria sido diagnosticada com depressão pós-parto e possuiria ao seu alcance uma gama de tratamentos. No entanto, muitas vezes a mulher na sociedade atual acaba encontrando uma situação semelhante à dela, com o isolamento encontrado nos meses de licença-maternidade e a falta de solidariedade e empatia de familiares e amigos, e até mesmo dos pais dos bebês, a essa situação que, mesmo quando não prejudicada pela depressão, gera uma montanha-russa de sentimentos e sensações — do amor à raiva, da alegria à frustração, da exaustão à enlevação. Além do famoso conto, Gilman publicou livros feministas, dentre os quais os títulos Women and Economics [Mulheres e a economia] e His Religion and Hers [A religião dele e a dela]. Mulheres que estão no ou passaram pelo puerpério irão encontrar ressonância na história dessa mulher e todos os leitores ouvirão com atenção a voz dela clamando por ajuda.


O MORTAL IMORTAL, de Mary Shelley.
SINOPSE: Mary Shelley tem uma vasta obra de contos e o seu mais famoso é "O mortal imortal", no qual a autora de Frankenstein discorre sobre a imortalidade por meio do personagem Winzy, um fictício aprendiz do filósofo Cornelius Agrippa. Agrippa foi a inspiração de Shelley para o cientista Victor Frankenstein, protagonista da sua maior criação. Por meio desses elementos, a escritora britânica constrói um conto soberbo sobre a natureza humana, leitura obrigatória para todos os amantes da boa literatura.

A CASA DE BONECAS, de Katherine Mansfield.
 SINOPSE: "A casa de bonecas" [The Doll's House] é um conto que aborda, sutilmente, temas como o preconceito, classes sociais, conexões, a demasiada importância dada às aparências e, principalmente, esperança. Cheio de simbolismo, a autora narra os acontecimentos que sucedem a chegada de uma casa de bonecas na residência dos Burnell.

A VIAGEM, de Katherine Mansfield
SINOPSE: "A viagem" [The Voyage] é um conto modernista que conta a história de Fenella e sua viagem para ir morar com os avós. Começando a jornada se despedindo do pai, a autora narra a viagem da personagem com a avó até sua chegada a nova casa. Com sua escrita leve e sutil, a autora aborda temas como a morte, a mudança, o sacrifício e o ato de deixar o passado para trás.

A HISTÓRIA DE UMA HORA, de Kate Chopin.
SINOPSE: "A história de uma hora" [The Story of na Hour] nos conta as reações complexas de Louise Mallard após descobrir a morte do marido em um acidente de trem. Uma crítica a falta de liberdade da mulher dentro do casamento e a falta de valor dela fora de um, o conto surpreende, principalmente, por seu final irônico.


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